Recarga de cartuchos de
impressora é um bom negócio!
Em Santos, no litoral de São Paulo, uma empresa trabalha
com planejamento, boa localização e estratégias para
divulgar o negócio. O lucro é certo. Nos últimos dois
anos, o serviço de recarga cresceu quase 100%.
A empresária Liliane Constante vendeu o carro, juntou as
economias e arriscou: montou uma empresa de recarga de
cartuchos para impressoras.
“Eu me sentia insegura por não conhecer o negócio, e ao
mesmo tempo, feliz por estar tentando, começando uma
coisa nova. Acho que é um segmento que está crescendo
muito hoje no mercado”, afirma a empresária Liliane
Constante.
Liliane investiu R$ 20 mil no negócio. Comprou um
computador, uma impressora, duas máquinas para injetar
tinta, ultrason para desentupir o cartucho, e instalou
um tanque de limpeza.
Para montar a loja, ela contratou o empresário Luis
Teixeira. Ele é especializado em estruturar negócios de
recarga de cartuchos. Luis monta a empresa, vende os
equipamentos e ensina a operação.
“Você tem que orientar o seu cliente a não usar até
acabar, secar, que é perigoso queimar o cartucho”.,
orienta Luis.
A empresária Liliane recuperou o capital investido em um
ano e meio. Hoje, ela recicla 20 cartuchos por dia.
“Uma média hoje de uma loja do porte dessa aqui, é de
faturamento em torno de R4 15 mil a R$ 20 mil por mês. E
você vai ter de lucro em torno de 30% líquido”, afirma o
empresário Luis Teixeira.
Para trabalhar nesse segmento, é preciso aprender a
dosar a quantidade de tinta que vai em cada cartucho. A
empresária Liliane levou três meses para dominar a
técnica da recarga.
Para o cliente, o grande atrativo é a economia. O
produto reciclado custa a metade de um novo.
“Eu reciclo pelo preço, que é bem melhor, mais barato,
economizo, e a gente consegue manter a mesma qualidade
na impressão”, afirma a cliente Adriane Izar.
O cliente economiza e a empresa fatura. A margem de
lucro é alta. Para se ter uma idéia, o custo da tinta e
da embalagem não chega a R$ 5. E o cartucho recarregado
é vendido por R$ 15 a R$ 30 cada.
“Esse negócio é muito bom porque: tem muita coisa ainda
para a gente atingir, a rentabilidade é muito boa, e a
tendência é aumentar cada vez mais o consumo de
computadores, impressoras”, garante Luis.
A empresária divulga o negócio com um método antigo: a
panfletagem. Para fazer a distribuição, ela tem
autorização da galeria onde fica a loja. Em média, esse
tipo de propaganda dá retorno de 1%. Parece pouco, mas
não é.
De cada 100 pessoas que recebem panfletos, uma se torna
cliente da empresa. Como é uma propaganda de baixo
custo, o segredo para ter retorno é apostar na
quantidade de panfletos.
Com R$ 500, a empresa imprime e distribui 10 mil
panfletos. Esta ação traz 100 novos clientes. A
localização faz o comércio prosperar. Uma empresa está
próxima de escritórios que usam bastante impressora. Em
um ano, eles gastam R$ 14 mil com a recarga de
cartuchos.
“Eu conheci a firma pelo panfleto, gostei muito, voltei
porque tenho dois computadores, uso o cartucho e estou
aqui de volta, porque trabalham muito bem”, afirma a
cliente Nancy Machado.
Um centro de formação de condutores é um dos clientes.
Lá, só para a inscrição de cada aluno, são impressas
quatro folhas de papel. Até o final de 2006, a empresa
gastava R$ 7,5 mil com a compra de 140 cartuchos novos
por mês.
Há um ano e meio, a escola começou a recarregar os
cartuchos, ao preço médio de R$ 20 cada. Hoje, a
economia é de R$ 6,1 mil por mês.
“Aqui a demanda é grande. Normalmente, três vezes aos
dia tem que estar recarregando os cartuchos”, conta
Rosana Araújo, do Departamento de Compras.
Em São Paulo, outra empresária, Rita Castelo Branco,
também lucra nesse segmento. Ela escolheu um movimentado
shopping center para montar uma empresa de reciclagem de
cartuchos.
“Trabalhar dentro de um shopping é bom, uma pela
segurança, outra porque você já está num lugar onde
passa muita gente, você já está com a clientela
praticamente formada e o retorno é rápido”, afirma a
empresária Rita Castelo Branco.
Para economizar no negócio, a empresária escolheu o
formato de quiosque. No shopping, o preço do aluguel é
calculado pelo metro quadrado ocupado.
A empresária fez um quiosque compacto e prático, e
reduziu o custo do aluguel. Ela instalou tudo em três
metros quadrados. Num lugar fica a máquina para
recarregar cartuchos, embaixo as peças de reposição, e
de outro lado, nas gavetas, as impressoras. Assim ela
paga R$ 2 mil de aluguel por um quiosque pequeno, mas
bem localizado – do lado de cinemas, escada rolante e
praça de alimentação.
A empresária investiu R$ 12 mil nos equipamentos. A
máquina de recarga funciona com 15 tipos de tinta, e
serve para todos os cartuchos.
“O meu diferencial é esse: é o maquinário, sistema de
pressurização, é isso que dá o diferencial, a tinta que
é de boa qualidade”, conta Rita.
Para driblar a concorrência, a empresa oferece mais uma
vantagem: a rapidez. O equipamento recarrega um cartucho
em cinco minutos.
“Aqui é rápido. Às vezes eu aguardo quando é um só,
quando tem mais de um eu dou um pulinho na livraria,
volto e já está pronto”, afirma a cliente Maria do Carmo
Rangel.
Em média, a empresa recicla 30 cartuchos por dia; dá
garantia até terminar a tinta. O cliente se sente
seguro, volta e indica.
“Pra mim, eu vejo três vantagens: é barato, é rápido e
tem qualidade”, garante o cliente Roberto Watanabe.
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